sexta-feira, 9 de setembro de 2011

DIA DO VETERINÁRIO




PARABÉNS! PARABÉNS! PARABÉNS!

PARABÉNS aos MÉDICOS VETERINÁRIOS, por fazerem do amor, uma profissão, e que com muita paixão executam seu trabalho.
Eu, e concerteza todos os seus guardiães dos animais, agradecem por todas as doenças curadas, as dicas passadas, os carinhos recebidos, as feridas cicatrizadas, a todas as ligações atendidas e por nos ajudar sempre a cuidar dos nossos 'Melhores Amigos'.

Desejamos, muitas felicidades e a imagem de um animal feliz e saudável, pois sabemos que é sempre assim que vocês desejam vê-los.


segunda-feira, 4 de julho de 2011

Use a música clássica para acalmar o seu cachorro


Se você não sabe mais o que fazer para controlar as estripulias do seu cão, experimente colocá-lo para ouvir sonatas, sinfonias e cantatas.
Cientistas da Universidade Veterinária de Viena, na Áustria, garantem que Mozart e companhia deixam o animal em estado de relaxamento, mandando pra longe qualquer sinal de rebeldia.
“As vibrações provenientes das notas musicais têm ação direta no sistema límbico, região do cérebro responsável pelas emoções”, afirma o veterinário Mário Marcondes, de São Paulo. Com a exposição a melodias tranquilizantes, há uma diminuição da frequência cardíaca e o bicho se acalma. “É um ótimo recurso para ambientar um novo animal em casa”, aconselha.


FONTE: @petrede

Cães tranquilos vivem por mais tempo

O jeito calmo e dócil do seu animal pode ser o segredo da sua longevidade.


  Um estudo conduzido por pesquisadores das universidades de Sherbrooke, Québec e McGill, no Canadá, sugere que raças pacíficas vivem mais tempo do que aquelas consideradas agressivas e de difícil treinamento.
"Cães agitados tendem a consumir mais energia devido à movimentação constante e ao pouco repouso, o que leva a um envelhecimento precoce", afirma Marcelo Quinzani, veterinário, de São Paulo.
Tanta euforia também pode contribuir para o desenvolvimento de doenças graves principalmente as relacionadas ao coração e ao estômago, como hipertensão e gastrite.
"O adestramento, o uso de calmantes e a homeopatia tranquilizam o bicho. Como a agressividade pode estar relacionada aos hormônios sexuais, a castração também é uma saída", orienta.

Raças dóceis
· Golden Retriever
· Labrador
· Wippet
· Pastor de Shetland

Raças mais bravas
· Fila Brasileiro
· Rottweiler
, Dachshund
· Jack Russel


FONTE: http://mdemulher.abril.com.br/animais/

segunda-feira, 27 de junho de 2011

DEPRESSÃO CANINA


O que é depressão canina?
Uma das áreas mais complexas da medicina comportamental trata das questões relacionadas a medo, fobias, ansiedade e desordens obsessivo-compulsivas, que não raro acometem os cães. Embora possam estar relacionados, esses distúrbios diferem entre si em termos neurofisiológicos, o que dificulta o seu diagnóstico clínico. A depressão, ou estado depressivo, pode estar relacionada à ansiedade eacontece quando o animal é exposto a situações de estresse, em caráter crônico ou de forma traumática, passando a manifestar sinais de inabilidade em executar suas funções biológicas, apatia, inapetência e isolamento social.

O que pode causar depressão nos cães?
Não entendemos claramente a maneira como uma causa desencadeia um problema, podemos apenas avaliar a forma como as interações se manifestam externamente. Embora haja uma considerável variação quanto à vulnerabilidade ao estresse, sabemos que os animais podem apresentar seqüências genéticas que os predispõem a alterações de humor relacionadas ao estresse. Entre as causas mais comuns do estresse nos cães estão as mudanças súbitas de rotina, perdas afetivas por morte ou ausência de um membro do grupo, introdução de novo membro ao grupo [isso inclui outros animais ou pessoas estranhas], perda de liberdade, experiências traumáticas vividas na infância, solidão e/ou abandono.

Quais são as raças mais propensas? Por que?
Qualquer cão de qualquer raça pode manifestar sintomas de depressão. Mas parece haver uma maior predisposição a esse quadro emraças selecionadas para companhia. Isso acontece porque esses cães invariavelmente têm grande dependência emocional do dono, pouca autonomia, vivem em ambiente inadequado, que não atende ás suas necessidades básicas, nem garante sua qualidade de vida. No entanto, há uma maior variação entre animais da mesma raça do que entre raças diferentes, no que diz respeito à vulnerabilidade ao estresse. Cada animal é único e deve ser encarado como um indivíduo dotado de características próprias.

O que muda no comportamento de um cão depressivo?
São sinais indicativos de depressão, ou estado depressivo , a inabilidade em executar funções biológicas, a falta de apetite, a apatia e o isolamento social. O cão interage pouco e não demonstra interesse por atividades que antes eram estimulantes para ele, como os passeios ou brincadeiras, e busca cantos da casa para se isolar.

Quais são os sintomas que demonstram que um cão está com depressão?
Apatia,falta de apetite,tristeza,baixa interatividade e resposta a estímulos, isolamento e intolerância ao toque físico. Esses sintomas diferem em intensidade e podem surgir de forma lenta e gradual. Cabe ao proprietário perceber as sutis mudanças de comportamento do animal e buscar ajuda antes que o problema se agrave.

Quando um animal está doente ele está propenso a ter depressão? Por que?
Sim. Um cão doente pode passar por um período depressivo, o que não significa que esse quadro será permanente. Algumas doenças debilitantes ou que provocam desconforto físico podem deixar o cão deprimido, pois afetam seu estado emocional e seu humor. Animais que passam por cirurgias ósseas, ou aqueles que vivem a experiência de um atropelamento, podem ficar deprimidos por causa do estresse gerado nessas situações. A maneira como o cão lida com o estresse depende de sua constituição neurológica e emocional, das suas características de personalidade e do ambiente onde ele vive.

Quais as doenças que tem como principal sinal a depressão?
Posso citar algumas doenças endócrinas, como o Hipotireoidismo, onde o animal apresenta sintomas como apatia, baixa energia vital, temperatura corporal abaixo do normal e alteração da função cardíaca, apresentando arritmias no Eletrocardiograma. Fêmeas também podem desenvolver estados depressivos por questões hormonais. Isso acontece geralmente na época do cio e dura cerca de dois meses. Nesse caso, a depressão é transitória e tende a desaparecer após esse período. Cães idosos também são mais susceptíveis à depressão. Para esses animais, mesmo pequenas mudanças na rotina podem afetar seu estado emocional e seu humor, gerando ansiedade e apatia.

O que devo fazer para que meu cão não fique depressivo se ele fica o dia inteiro só em casa?
É importante esclarecer que a maior parte dos cães consegue lidar bem com a ausência do dono, principalmente se ele foi criado de maneira independente e estimulado a ter autonomia. O problema acontece quando o cão é emocionalmente dependente e seu proprietário estimula mais ainda essa dependência, ao exagerar na atenção quando está em casa. Alguns cães têm dificuldade em se separar do dono, por causa de seu temperamento ou condicionamentos na criação. Esses animais acabam desenvolvendo um problema que nós chamamos de ansiedade de separação, que é diferente de depressão.
Se desde filhote o cão entende as regras do ambiente e percebe que durante algumas horas ele vai ficar só, ele vai se adaptar a isso. Cães equilibrados procuram tirar sonecas ou se distraem roendo ossos de longa duração ou com brinquedos que estimulem sua criatividade. O proprietário deve deixar sempre à disposição do animal opções para ele se distrair enquanto estiver sozinho. Quero lembrar que faz parte da natureza do cão gostar de companhia e pedir atenção. Algumas raças são naturalmente mais independentes e mais tranqüilas, portanto cabe ao dono escolher uma raça que melhor combine com seu estilo de vida.

Como tratar um cão com depressão?
A depressão deve ser encarada como um processo complexo. Uma vez diagnosticado o problema e definida a sua causa, o tratamento pode incluir medicamentos antidepressivos, como Prozac, além de mudanças no manejo. Remédios homeopatas e Florais de Bach contribuem para o restabelecimento emocional do cão deprimido e podem ser prescritos pelo terapeuta. Melhorar a qualidade de vida do animal e cuidar do seu bem estar é também importante. Essa é a base da terapia comportamental.

Meu cão faz muita bagunça quando estou fora. Este é um sinal de ansiedade e/ou depressão? O que devo fazer?
Para afirmarmos que um cão está sofrendo de ansiedade de separação, é preciso que ele desmonstre alguns comportamentos que só se manifestam na ausência do dono. Esses indicadores são:
- ansiedade e comportamento depressivo quando o dono está se preparando para sair;
- tentar sair junto com o dono no momento em que a porta se abre;
- choramingar e latir sem parar durante o tempo em que o dono está fora;
- urinar e defecar pela casa toda [isso vale só para cães que já são adultos];
- cavoucar ou arranhar a porta e/ou o chão perto da saída;
- roer ou destruir móveis.
E por que o cão faz isso? Ao adotar comportamentos destrutivos o animal procura aliviar sua ansiedade. Punir o cão por causa dessas atitudes não terá efeito algum, pois cães têm memória curta e estudos comprovam que os comportamentos destrutivos ocorrem na primeira meia hora após a partida do dono.
A terapia nesse caso tem como objetivo principal diminuir a ansiedade do cão e deve se basear em alguns princípios:
- redirecionar a ansiedade, como por exemplo, oferecer um brinquedo interativo;
- ignorar o cão por 20 minutos antes de sua partida e depois de chegar em casa;
- alterar seus momentos de partida e as pistas – pegar a chave, a bolsa e seu casaco, quando você NÃO estiver saindo.
- consultar um especialista, que poderá prescrever um medicamento ansiolítico para aliviar a ansiedade do cachorro, 
além de propor mudanças no manejo e treinamento.








FONTE: http://www.espacoanimal.com.br/

sexta-feira, 18 de março de 2011

CÃO COMO NÓS - MANUEL ALEGRE


"Não era um cão como os outros. Era um cão rebelde, caprichoso, desobediente, mas um de nós, o nosso cão, um cão que não queria ser cão e era um cão como nós".



Cão como nós, novela do escritor português Manuel Alegre, publicada pela Editora Dom Quixote, é um relato comovente da relação do homem com o cão Kurika. O vínculo construído sem palavras e com forte simbologia. A personalidade do cão se forma com os liames afetivos, sua inserção dentre da família e os papéis que assume. 
O narrador, dono do cão, intercala memórias muito vívidas com o vazio deixado com a ausência do animal. Durante muito tempo, acreditou que o cão era cão e deveria ser convencido disto, mas com a sua morte, compreendeu que o cão era um personagem definitivo no enredo da família. Era o olhar atento, a alegria, a aproximação silenciosa, o corpo entre os pés, as manifestações durante as apresentações musicais, a empatia, a solidariedade, a presença...


Era um cão que acreditava não ser cão e se comportava como filho e irmão. Para o cão, não havia porta fechada ou ordens que não pudessem ser descumpridas, mas existia a fidelidade e o incondicional amor.



As percepções do cão são reveladas na narrativa. Uma confissão amorosa que imortaliza o dia a dia do cão, que não sendo humano, era cão como nós.




* Ganhei este belo livro de presente de uma grande amiga Portuguesa, chamada Sara Louro. Recomendo a todos, é uma história linda e emocionante.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O que é a Piómetra?


De uma forma simplificada, a piómetra é uma infecção do útero. No entanto, a maioria dos casos de piómetra são mais difíceis de tratar que uma simples infecção.

A infecção da parede do útero ocorre devido a certas modificações hormonais. Após o estro (“cio”), os níveis de progesterona (uma das hormonas envolvidas no ciclo menstrual) permanecem elevados durante 8 a 10 semanas, provocando um espessamento da parede do útero como preparação para a gravidez. Se a gravidez não ocorrer após vários ciclos, a espessura da parede continua a aumentar até que se formam quistos no seu interior. A parede quística espessada produz fluídos que criam o ambiente ideal para o crescimento de bactérias. Além disso, os níveis elevados de progesterona inibem a capacidade de contracção dos músculos da parede do útero, conduzindo à acumulação nociva destes fluídos.

Que outras situações podem causar estas alterações no útero?

A utilização de medicamentos à base de progesterona podem provocar o mesmo fenómeno. Adicionalmente, o estrogénio (outra hormona sexual) aumenta os efeitos da progesterona sobre o útero. Medicamentos que contêm alguma destas hormonas são por vezes usados para tratar certos problemas do sistema reprodutor.

Como é que as bactérias chegam ao útero?

O cérvix é a porta de entrada do útero. Ele está quase sempre fechado, abrindo no estro. Quando está aberto, as bactérias que se encontram normalmente presentes na vagina podem entrar no útero muito facilmente. Se o útero estiver normal, o ambiente é adverso para a sobrevivência das bactérias. No entanto, quando a parede uterina está espessada e quística existem as condições ideais para o crescimento bacteriano. Além disso, quando estas circunstâncias anormais se verificam os músculos do útero não conseguem contrair-se convenientemente. Isto significa que as bactérias que entram no útero não podem ser expulsas.

Quando ocorre?

A piómetra pode ocorrer em cadelas de qualquer idade após o primeiro cio. No entanto é mais comum em cadelas mais velhas. Após vários anos de ciclos éstricos sem gestação começam a ocorrer na parede uterina as alterações que favorecem esta doença.

O momento típico para o aparecimento de piómetra ocorre 1 a 2 meses após o estro.

Quais são os sintomas duma cadela com piómetra?

Os sinais clínicos variam consoante o cérvix se encontre fechado ou aberto. Se estiver aberto, o pús acumulado no útero drenará para o exterior, notando-se um corrimento de aparência variável na vagina, na pele e pelo sob a cauda e até nos locais onde a cadela se tenha sentado ou deitado. Podem ainda notar-se febre, letargia, anorexia e depressão.

Se o cérvix estiver fechado o pús que se forma não é drenado para o exterior. Acumula-se no útero, causando distensão abdominal. As bactérias libertam toxinas que são absorvidas para a circulação. Nestes casos, as cadelas normalmente ficam gravemente doentes em pouco tempo. Perdem o apetite e ficam apáticas e deprimidas. Podem ocorrer vómitos e diarreia.

As toxinas bacterianas afectam a capacidade renal de filtrar e reter os fluídos. A produção de urina aumenta e as cadelas bebem água em excesso para compensar as perdas renais. Isto ocorre tanto nas piómetras abertas como nas fechadas.

Como é diagnosticada?

Uma cadela de aparência doente que beba demasiada água e não tenha sido esterilizada é sempre suspeita de sofrer de piómetra. Isto é especialmente válido se o abdómen estiver aumentado ou houver descarga vaginal. As cadelas com piómetra têm uma elevação marcada dos glóbulos brancos e das globulinas (um tipo de proteína produzida pelo sistema imunitário) no sangue. A densidade da urina é muito baixa devido aos efeitos tóxicos das bactérias sobre os rins. No entanto, todas estas alterações podem estar presentes em qualquer animal com uma infecção bacteriana grave.

Se o cérvix estiver fechado pode realizar-se uma radiografia para identificar o útero aumentado. Se o cérvix estiver aberto, o aumento do volume uterino não é normalmente suficiente para que a radiografia seja conclusiva. A realização de uma ecografia é de grande utilidade na identificação de um útero aumentado e na sua distinção de uma gravidez normal.

Como é tratada?

O tratamento de eleição consiste na remoção cirúrgica do útero e dos ovários. Este procedimento chama-se ovario-histerectomia (esterilização). No entanto, a maioria dos pacientes está gravemente doente e a cirurgia não é tão rotineira como numa cadela saudável. Geralmente é necessário estabilizar o paciente através da administração de fluidoterapia intravenosa antes e após a cirurgia. Adicionalmente, é realizada antibioterapia durante 1 a 2 semanas.

A minha cadela é uma reprodutora valiosa. É possível tratá-la sem a esterilizar?

Existe uma abordagem médica ao tratamento da piómetra. As prostaglandinas são um grupo de hormonas que diminuem os níveis sanguíneos de progesterona, promovem o relaxamento e abertura do cérvix e a contracção do útero de modo a expelir as bactérias e o pús. Podem usar-se para tratar esta doença, mas nem sempre este tratamento é bem sucedido e existem algumas limitações importantes à sua utilização:

1. Causam os seguintes efeitos secundários: agitação, respiração acelerada, náusea, vómito, defecação, salivação e dor abdominal. Estes efeitos manifestam-se cerca de 15 minutos após a injecção e duram algumas horas. Tornam-se progressivamente mais ligeiros com cada injecção subsequente e podem ser reduzidos passeando a cadela durante 30 minutos após a injecção.

2. Não ocorrem melhoras clinicamente relevantes nas primeiras 48 horas e por isso as cadelas que se encontrem severamente doentes são más candidatas a este tratamento.

3. Como provocam a contracção do útero, existe o risco de ruptura da parede uterina e disseminação da infecção para a cavidade abdominal. Isto é particularmente provável quando o cérvix se encontra fechado.

Existem alguns dados estatísticos importantes que deve conhecer acerca desta forma de
tratamento:

1. A taxa de sucesso no tratamento de piómetra aberta é de 75-90%.
2. A taxa de sucesso no tratamento de piómetra fechada é de 25-40%.
3. O risco de recidiva da doença é de 50-75%.
4. As hipóteses de sucesso num cruzamento subsequente são de 50-75%.

O que acontece se nenhum dos tratamentos anteriormente descritos for realizado?
As hipóteses de sucesso num tratamento de piómetra sem recurso à cirurgia ou à administração de prostaglandinas são extremamente baixas. Se o tratamento adequado não for realizado rapidamente os efeitos tóxicos bacterianos serão fatais. Se o cérvix estiver fechado é possível ocorrer a ruptura do útero, disseminando-se a infecção à cavidade abdominal e estabelecendo-se uma peritonite. Isto também será fatal.